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Local de partida e chegada: EN 2, nas bombas de gasolina junto ao desvio para Tourencinho.
Distância: 92 Km
Desnível acumulado de subidas: 2600 m
Fora de estrada: 95%
Origem: APV, ACRTX-BTT
Comentários: Tourencinho, e a zona envolvente, entrou no nosso roteiro de BTT através de uns BTTistas super-simpáticos da A.C.R. Tourencius dos Xudreiros. Este é um épico de encher as medidas que começa com a subida de uma das vertentes da serra do Alvão a partir do vale do Corgo. Segue-se uma zona paisagística, maioritariamente a descer e com alguns troços técnicos à mistura, que culmina no monte da Sra. da Graça. Daí desce-se para o rio Olo a partir do qual é necessário suplantar cerca de 1000m de desnível, já no P.N. do Alvão, para atingir o topo da serra, Caravelas do Alvão, a 1329m de altitude. Durante esta fase do percurso é possível tomar um belo banho, se o calor apertar, num tanque circular junto ao estradão por onde passa(va) o Rali de Portugal, apreciar as quedas de água das Fisgas do Ermelo, fazer um curto mas adrenalínico carreiro técnico que desce para a aldeia do Varzigueto e relaxar junto à Barragem Cimeira. A última parte do percurso segue uns quilómetros por topos da serra, com esplêndida vista, e desce depois para o ponto de partida.
"Um abraço Vitor, um abraço Toni! Este não é exactamente o nosso épico (105 Km!) mas, como sabem, esse registo deve estar agora numa valeta da estrada."
Recordação:
(10-09-03). "Devido a uma certa leveza de
espírito e às férias sedentárias chegamos demasiado tarde ao topo da última
descida: a vertente do Alvão que dá para o vale do Corgo. O Sol caía por trás da serra, criando uma sombra imensa que lentamente engolia Vila-Real. Ao mesmo tempo a Lua
Cheia nascia do outro lado do vale e Marte era um pontinho vermelho no firmamento azul escuro, raiado
por núvens altas e esparsas, púrpura e escarlate. Assistir a tão bela conjugação celeste teve no entanto o seu preço: a descida final, rica em regos e pedra solta, foi feita às escuras pois a Lua ainda não subira o suficiente para iluminar o caminho. Um certo rego esperava por mim para me obrigar a descrever um gracioso arco sobre a bicicleta e a cair de borco no chão duro. Aí fiquei um bom minuto, sem conseguir organizar a respiração, e a pensar porque fugia a Lua sempre que eu tentava fixar o olhar nela. Quando me doi a costela (só me doi quando respiro) recordo, com uma lágrima ao canto do olho, aquele pôr-do-Sol no topo do Alvão."