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Local de partida e chegada: Covas
Distância: 55 Km
Desnível acumulado de subidas: 1400 m
Fora de estrada: 90%
Origem: APV
Comentários: A granítica serra da Arga esconde trilhos espectaculares e proporciona belas paisagens. O registo GPS principal aqui fornecido corresponde a um circuito que se aconselha seja feito no sentido horário. No entanto são fornecidos também os registos de pequenos troços que permitem fazer este passeio no sentido anti-horário sem ter que apear da bicicleta. O passeio fica, mesmo assim, técnica e fisicamente mais desafiador mas igualmente espectacular.
À parte uma pequena descida inicial até ao rio Coura o percurso sobe durante cerca de 12 Km. Começa de Covas em alcatrão mas depressa passa para caminhos de terra e pedra que percorrem as faldas da serra da Arga, uma pequena amostra do que está para vir. Chegando a Arga de Cima começa uma subida em calçada de laje granítica com cerca de 4 Km. Apesar de não ser demasiado difícil é ainda assim um verdadeiro teste à técnica e ao pulmão do betetista. Ao cimo da subida atinge-se o planalto da serra, pasto habitual de cavalos. Seguindo DIR_1 atinge-se o alto da Sra. do Minho a 799 m de altitude, a ponta Sudeste da serra. Apesar de lá existir um feíssimo conjunto de construções as paisagens sobre o vale do rio Lima valem bem a pena. Retornando e seguindo por DIR_2 percorre-se na diagonal toda a serra de Arga. Inicialmente desce-se por um caminho pedregoso cuja dificuldade reside na sua pouca inclinação, obrigando a pedalar de vez em quando para conservar o momento e conseguir ultrapassar o verdadeiro caos de pedras. Passado um pequeno curso de água começa a subida em piso fácil, guardada pelo Gorila Sentado, na direcção DIR_3 para a Pedra Alçada, a ponta Noroeste da serra. Daqui abarca-se um panorama extraordinário para o Oceano Atlântico que vai desde a foz do Minho a Noroeste até à foz do Cávado em Esposende a Sudoeste. A Oeste encontra-se a serra de Santa Luzia, escondendo Viana do Castelo e a foz do Lima. As formações graníticas são dignas de observação sendo algumas de enormes proporções. Voltando para trás e seguindo DIR_4 começa uma descida trepidante por calçada em laje granítica sempre com a foz do Minho à vista. É aconselhável porém manter os olhos no trilho. Vale a pena parar a meio para descansar os braços e apreciar a penedia granítica que povoa toda esta vertente e parece que ameaça o atrevido betetista. Uma vez na estrada sai-se do âmbito da serra de Arga e entra-se numa série de corta-fogos adrenalínicos que dão acesso ao rio Coura. Um estradão, inicialmente em subida ligeira, leva tranquilamente de volta a Covas.