MarãoAlvão-1

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Local de partida e chegada: Alto de Espinho. Sair do IP4 na Pousada de S. Gonçalo (Pousada do Marão), seguir um pouco na N15 até atingir o viaduto sobre a IP no cruzamento para a Sra. do Marão. Atravessar o viaduto e estacionar junto ao posto das antenas de telemóvel.

Distância: 70 Km

Desnível acumulado de subidas: 2100 m

Fora de estrada: 85%

Origem: APV

 (Fotos de Jorge Maia, excepto "Varzigueto" e "Fisgas do Ermelo")

Comentários: Este é um circuito super-panorâmico onde é possível apreciar a parte Norte da serra do Marão e ainda a parte Sul da serra do Alvão. São percorridos alguns caminhos comuns ao circuito Alvão_01.  Inicialmente percorre-se, quase sempre à cota, a vertente nordeste do Marão tendo à direita o verdejante vale da Campeã. Após uma pequena subida desce-se cerca de 16 Km, sempre com amplas panorâmicas, onde se destaca o monte cónico da Sra. da Graça. A última parte desta descida contém um corta fogo bastante inclinado e permite atingir o rio Olo. Daí o caminho afasta-se temporariamente do rio para uns estradões florestais onde há um tanque para um banho refrescante, sempre com o monte da Sra. da Graça no cenário. Finalmente o caminho encontra-se novamente com o rio Olo nas quedas de água das Fisgas do Ermelo. Uma subida inclinada e um carreiro técnico a descer, por vezes pouco visível, leva-nos novamente a atravessar o rio em  Varzigueto. A subida continua então sem dar tréguas até ao topo do Alvão, passando por Lamas de Olo e pela barragem Cimeira. A partir do topo do Alvão, Caravelas, acabaram as grandes subidas e dá para desfrutar umas descidas rápidas, por vezes técnicas devido ao cascalho, na direcção de Sudoeste até ao ponto de partida, sempre com grandes paisagens destas belas serras do Norte de Portugal.

Recordação: (14-12-03).

8:15, ao sair do carro, no Alto de Espinho, Marão, à espera de um 
frio de rachar: " Porra, que calor ... Já estamos cá todos? Assim 
gosto ..."

Começam as descidas em cascalho: "Fixe, parece que o pessoal sabe 
andar de bicicleta ..."

Rio Olo, fim das descidas iniciais, Zé Teixeira menciona como o 
caçador chamava desesperadamente pela Tonicha: "Como seria a relação 
entre a Tonicha e o seu dono ? ..."

Começa a sequência impiedosa de subidas e constato: "Se vou na roda 
do Guillaume e do Jorge Maia amanhã vou trabalhar de muletas ..."

Fisgas do Ermelo
L'Enfant Filipe, apesar da vertigens, não resiste e aproxima-se do 
abismo a rastejar para espreitar. Alguém diz: 'Este era um bom sítio 
para uma pessoa se suicidar...'. Pensei eu: "As subidas começam a 
fazer o seu efeito psicológico...".
Zé Teixeira faz uma pergunta retórica do tipo, 'Sabem para que era 
bom este sítio?': "Vai sair uma boca de 'trancada' 
ou 'marmelada' ... Pois, eu logo vi ..."

Princípo da descida do trilho técnico para o Varzigueto: "Não os vou 
avisar de nada, de surpresa é sempre mais interessante ..."

Fim da descida do trilho técnico para o Varzigueto, olho para trás, 
no último "degrau" vejo alguém voar sobre o guiador: "Se calhar 
devia ter avisado o pessoal ..."

Início do troço de subida em piso mole, entre Varzigueto e 
Barreiros: "O Homem da Marreta costuma andar por estes pinhais, vai 
apanhar aqui alguém ou eu não me chame JAP ..."

Lamas de Olo: "O Jorge Maia não se cala com as alheiras, vai começar 
a dar ideias ao pessoal ...". Era ou sim ou sopas. 'Quem sobe às 
antenas, ao topo do Alvão?' perguntei. Cinco bravos deram um passo 
em frente: Guillaume, Jorge Maia, Pedro, Artur e Zé Teixeira. Os 
outros bravos, vim a saber no fim, foram mesmo às sopas, e às 
alheiras.

Topo do Alvão:
Zé Teixeira faz notar, com toda a pertinência: 'Que subida do 
caraças!'.
Guillaume, nostálgico, mirando o vale: 'Olha o IP3. Quando estiver 
completo vai ser mais fácil ir à minha terra ...'
Pedro, orgulhoso: 'Mais um marco geodésico para a minha colecção, 
vai ficar em segundo ...'
O Jorge Maia não pára de tirar fotos. O Artur está na pior, arrasta 
a sua FS, mas mesmo assim vence o desafio: "Valente ... mas pode ser 
que abra os olhos para as infinitas virtudes das HT's ... que 
vista ... olha os vales ainda cobertos de nevoeiro ... e nós aqui ao 
Sol ... a descida vai ser fixe ..."

Retorno, pelos caminhos panorâmicos do Alvão: "Que bonito, que belo 
fim de tarde, está-se bem aqui ... "

Já perto do fim, Guillaume detecta um pequeno vazamento de entulho à 
beira do caminho: "É desolador, quando é que este tipo de coisas vai 
acabar ? ..."

16:10, Alto de Espinho, fim do passeio: "Agora ía uma alheira e um 
copito, caramba ...". O Jorge Moniz chega e põe-se a explicar que, enquanto nós 
subimos ao Alvão, eles tinham ido comer alheiras e canja, e como 
estava bom e etc. "Eu mato este gajo ..."

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